Chefe militar dos EUA se diz desapontado com McChrystal

Chefe de Estado Maior já conversou com o general; Otan minimiza artigo e diz confiar no americano

estadão.com.br e Associated Press

22 de junho de 2010 | 10h21

WASHINGTON - O chefe de Estado Maior dos EUA, o almirante Mike Mullen, se disse "profundamente decepcionado" pelas críticas dirigidas à Casa Branca pelo general Stanley McChrystal, comandante das tropas americanas no Afeganistão, em um artigo publicado na revista Rolling Stone, informou a agência de notícias AFP.

 

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Mullen conversou com McChrystal depois de o artigo da revista, que ainda será publicado, vazou. No texto, o general critica abertamente o presidente Barack Obama e seu vice, Joe Biden, e diz que se sente "traído" pelo embaixador americano no Afeganistão, Karl Eikenberry.

 

"O chefe de Estado Maior falou com o general McChrystal na noite da segunda-feira sobre a artigo e expressou sua profunda decepção pelos comentários presentes no texto", disse o porta-voz de Mullen, o capitão John Kirby.

 

O general já se retratou pelas declarações, mas foi convocado pela Casa Branca a esclarecer os comentários pessoalmente ao presidente Obama. Ele deve comparecer a uma reunião com o chefe de Estado e seu vice, além de outras autoridades, na quarta-feira.

 

Otan

 

McChrystal está a cargo das operações dos EUA no Afeganistão desde junho de 2009, quando foi promovido à patente de general. Atualmente, mais de 140 mil soldados estão sob seu comando, já que as tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também respondem às suas ordens.

 

O secretário-geral da aliança, Anders Fogh Rasmussen, lamentou o texto e o chamou de "infeliz", mas disse que "é apenas um artigo", segundo um porta-voz. O representante ainda declarou que Rasmussen "tem total confiança no general McChrystal como o comandante da Otan e em sua estratégia".

 

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, também disse dar total apoio ao general americano. "O presidente respalda convictamente o general McChrystal e sua estratégia no Afeganistão e acredita que ele é o melhor comandante enviado pelos EUA ao nosso país nos últimos nove anos", disse um porta-voz de Karzai.

 

"Ele é uma pessoa de grande integridade que compreende os afegãos e sua cultura. Ele trabalhou junto do governo e liderou a Otan e as forças de coalizão na melhor maneira possível", completou o porta-voz, atribuindo a declaração ao presidente.

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