Chefe militar dos EUA se diz 'preocupado' com gays assumidos no Exército

Obama quer derrubar política de militares não poderem assumir homossexualidade.

BBC Brasil, BBC

23 de fevereiro de 2010 | 19h27

O chefe do Estado-Maior do Exército americano, o general George Casey, disse nesta terça-feira que tem "sérias reservas" quanto ao plano do governo dos EUA de permitir que militares do país declarem abertamente sua homossexualidade.

"Tenho sérias preocupações sobre o impacto de uma mudança de lei em uma força totalmente envolvida em duas guerras e que se vê dentro de confrontos há oito anos e meio", disse Casey a um comitê militar do Senado.

"Não sabemos o impacto (que a mudança da lei pode causar) na rapidez de resposta e eficiência militar", disse.

Até 1993, era vetada a presença de gays nas Forças Armadas americanas, mas o governo de Bill Clinton introduziu a política batizada de Don't Ask, Don't Tell (Não Pergunte, Não Diga), que permitiu a presença de homossexuais desde que a opção sexual não fosse discutida abertamente.

Estudo

Em outubro passado, Obama anunciou que planeja derrubar a política, permitindo que gays assumam suas posições. A proposta conta com o apoio do atual secretário de Defesa, Robert Gates, que defende que nova prática seja introduzida devagar

Para isso, Gates encomendou um meticuloso estudo sobre como chegar a este resultado sem causar prejuízos militares.

Aubrey Sarvis, advogado de um grupo de militares que defende a mudança na lei, disse à agência de notícias Associated Press que é importante notar que Casey não se opõe a Gates sobre como implementar a medida.

"Continuarão a existir pequenas diferenças marginais, mas no fim, creio que os chefes vão concordar", disse ele.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.