Chefe nuclear assume Relações Exteriores no Irã

O chefe nuclear do Irã substituiu o ministro de Relações Exteriores do país neste sábado e afirmou que suas prioridades incluem construir uma "relação especial" com a Arábia Saudita. O anúncio pareceu destinado a reduzir as suspeitas e os receios no Golfo Pérsico sobre o programa nuclear iraniano.

AE-AP, Agência Estado

18 de dezembro de 2010 | 13h04

Ali Akbar Salehi, que ainda dirige a Organização de Energia Atômica do Irã, disse que também quer ter laços mais fortes com a Turquia, um aliado importante e player regional em crescimento, e com China e Rússia - dois países cujo poder de veto no Conselho de Segurança da ONU é crucial para a batalha de Teerã no sentido de evitar mais sanções internacionais.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad repentinamente demitiu o ministro Manouchehr Mottaki na segunda-feira, enquanto ele estava no meio de uma visita ao Senegal. Não foram dadas explicações públicas, mas o presidente pode ter preferido nomear uma pessoa mais leal a ele no momento em que o governo retoma negociações com potências mundiais sobre seu programa nuclear.

Os EUA e alguns aliados acreditam que o Irã está usando seu programa nuclear civil para ocultar o desenvolvimento de armas atômicas. O governo iraniano nega a acusação, dizendo que o programa é destinado a gerar eletricidade e produzir isótopos médicos. As dúvidas sobre a verdadeira intenção do Irã são compartilhadas pelos aliados árabes dos EUA no Golfo Pérsico.

O rei Abdullah da Arábia Saudita tem pedido que Washington tome uma ação militar contr o Irã para "cortar a cabeça da cobra", de acordo com documentos diplomáticos revelados pelo site Wikileaks recentemente. Os líderes da Arábia Saudita e outros cinco países árabes do golfo disseram neste mês que estão observando as ambições nucelares do Irã com preocupação e pediram ao Ocidente mais voz nas renovadas negociações com Teerã.

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