AP Photo/Vahid Salemi
AP Photo/Vahid Salemi

Chefe nuclear do Irã diz que negociações em Viena serão sobre retorno dos EUA ao acordo de 2015

Teerã e Washington devem retomar as negociações indiretas, que estão suspensas desde junho, na próxima segunda-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2021 | 16h32
Atualizado 28 de novembro de 2021 | 21h25

TEERÃ - O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, disse nesta sexta-feira, 26, que as negociações em Viena na próxima semana serão sobre o retorno dos Estados Unidos ao acordo nuclear de 2015. Teerã e Washington devem retomar as negociações indiretas, que estão suspensas desde junho, na próxima segunda-feira, 29.

As conversas de segunda-feira, que contarão com a participação de grandes potências, visam fazer os dois países cumprirem integralmente o acordo de 2015, abandonado em 2018 por Washington, que posteriormente voltou a impor sanções ao Irã.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Hossein Amirabdollahian, afirmou também nesta sexta-feira que o país quer o levantamento das sanções."Se os lados opostos estiverem preparados para retornar às suas obrigações plenas e levantar as sanções, um acordo bom e até imediato pode ser alcançado", disse Amirabdollahian em uma conversa por telefone com o chefe de política externa da União Europeia, Joseph Borrell."O Irã quer um acordo bom e verificável", disse Amirabdollahian, segundo a mídia iraniana.

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, disse na quarta-feira, após uma viagem a Teerã, que não havia feito nenhum progresso em várias questões, das quais a mais urgente era conseguir acesso à oficina no complexo TESA Karaj, dois meses após o Irã prometer que o concederia.

A oficina fabrica componentes para centrífugas, máquinas que enriquecem urânio, e foi atingida por uma aparente sabotagem em junho, durante a qual uma das quatro câmeras da AIEA foi destruída. O Irã removeu as câmeras e a filmagem da câmera destruída está desaparecida. /REUTERS

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.