AP Photo/Petr David Josek
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Atletas das Coreias do Norte e do Sul desfilam juntos na abertura da Olimpíada de Inverno

Equipes dos dois países fizeram tradicional apresentação com a bandeira da península coreana carregada por representantes de ambos os lados; momentos antes, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, cumprimentou Kim Yo-Jong, irmã do líder norte-coreano

O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2018 | 09h17
Atualizado 09 Fevereiro 2018 | 14h03

PYEONGCHANG, COREIA DO SUL - As equipes olímpicas da Coreia do Sul e da Coreia do Norte desfilaram sob a mesma bandeira pela primeira vez em 12 anos na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em PyeongChang, no Sul, nesta sexta-feira, 9.

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Os atletas dos dois países, divididos desde 1945, exibiram a bandeira com o símbolo da península coreana em azul sobre um fundo branco e em meio a uma sonora aclamação dos cerca de 35 mil espectadores que lotaram o Estádio Olímpico.

A bandeira da equipe unificada foi carregada pela jogadora norte-coreana de hockey no gelo, Hwang Chung-gum, e pelo piloto sul-coreano de bobsled, Won Yun-jong.

Cumprimento

Pouco antes do início do desfile das delegações, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e a irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, se cumprimentaram em um momento histórico para os dois países.

Depois de Moon e do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, serem apresentados ao público, ambos cumprimentaram os líderes mundiais que estavam na tribuna de honra do estádio olímpico.

Em um momento único na relação entre as duas Coreias, Moon se virou para os representantes da Coreia do Norte e apertou a mão de Kim Yo-Jong, primeiro membro da dinastia Kim a visitar o Sul desde a Guerra da Coreia (1950-1953). 

Horas antes, em outra situação inédita, Moon e o chefe de Estado da Coreia do Norte, Kim Yong-nam, se reuniram dando um aperto de mãos antes da cerimônia de abertura.

Kim, que dirige oficialmente a delegação diplomática norte-coreana, encontrou Moon durante a recepção para os dirigentes realizada antes da cerimônia. O presidente sul-coreano e sua mulher receberam os convidados, um a um.

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Visivelmente relaxados, os representantes das duas Coreias trocaram sorrisos, enquanto se cumprimentavam. Kim Yong-nam é o representante norte-coreano de mais alto escalão a ter visitado a Coreia do Sul.

EUA 

O vice-presidente americano, Mike Pence, se absteve de participar em um jantar organizado nesta sexta na Coreia do Sul antes do início dos Jogos de Inverno, no qual ele se sentaria à mesa com o presidente sul-coreano e o representante norte-coreano.

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Segundo a agenda protocolar, Pence devia sentar-se à frente de Kim Yong Nam na recepção oferecida em Pyeongchang, sede dos jogos. No entanto, um porta-voz da presidência sul-coreana explicou que Pence chegou tarde, saudou quem estava na mesa de honra e foi embora sem se sentar.

Pouco antes, Pence afirmou que o desfile militar realizado pela Coreia do Norte na quinta-feira foi "uma ameaça ao mundo" e "mais uma das suas constantes provocações".

"(O desfile) foi outro dos esforços do regime para exibir seus mísseis balísticos, além de fazer ameaças para região e ao mundo", e "mais uma das suas constantes provocações", disse Pence.

O vice-presidente americano fez estas declarações aos meios de comunicação depois de se reunir com um grupo de desertores norte-coreanos e visitar o monumento que lembra o naufrágio do navio Cheonan, que deixou 46 mortos em março de 2010 em ataque que a Coreia do Sul atribui ao Norte.  / AFP, AP e EFE

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