Chefes de estado pedem que Mianmar liberte mais presos políticos

Presidentes e líderes regionais comemoram o fim da prisão de Suu Kyi e exigem fim de opressão política.

BBC Brasil, BBC

13 de novembro de 2010 | 12h48

A junta militar de Mianmar mantém mais de 2 mil presos políticos

Líderes regionais e chefes de estado em todo o mundo comemoram a libertação da líder pró-democracia Aung San Suu Kyi na manhã deste sábado.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, emitiu um comunicado oficial em que dizia que a ativista é "uma heroína para mim e uma fonte de inspiração a todos que trabalham para avançar os direitos humanos básicos em Mianmar".

Obama pediu ainda que as autoridades militares libertem todos os presos políticos do país.

"Os Estados Unidos aguardam ansiosamente pelo dia em que todas as pessoas de Mianmar estejam livres do medo e da perseguição", diz o comunicado.

Já o presidente da Comissão Europeia José Manoel Barroso disse, também em comunicado oficial, que Suu Kyi é um símbolo global de coragem e esperança.

Ele afirmou ainda que a Nobel da Paz deve ter "liberdade irrestrita de movimentação e de expressão" e poder "participar completamente do processo político de seu país".

`Farsa'

O primeiro-ministro britânico David Cameron disse que a detenção de Suu Kyi foi uma "farsa, orquestrada para calar a voz do povo birmanês".

"Liberdade é um direito de Aung San Suu Kyi. E o regime birmanês deve apoiar isso", declarou.

Em nota oficial, o presidente francês Nicolas Sarkozy alertou o governo de Mianmar contra "quaisquer restrições à liberdade de movimentação e expressão" da ex-prisioneira.

Sarkozy disse que quaisquer restrições impostas a ela seriam "uma negação inaceitável dos seus direitos".

O secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon também pediu que as autoridades birmanesas libertassem outros presos políticos em comunicado divulgado por um porta-voz.

Salil Shetty, secretário-geral da organização de Direitos Humanos Anistia Internacional, disse que a libertação de Suu Kyi, mesmo bem vinda, "marca somente o fim de uma sentença injusta que foi ilegalmente estendida, e não é uma concessão das autoridades".

Segundo ativistas dos direitos humanos, ainda há mais de 2.200 presos políticos em Mianmar.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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