Chega a 1.114 o total de mortos em terremoto no noroeste da China

Autoridades estimam mais de 11 mil feridos, dos quais mais de mil estão em situação crítica

Agência Estado

16 de abril de 2010 | 13h42

 

 

PEQUIM - O número de mortos em consequência do forte terremoto ocorrido no noroeste da China subiu para 1.114, informou nesta sexta-feira, 16, a agência de notícias Xinhua. O tremor de magnitude 7,1 atingiu a província de Qinghai, principalmente a cidade de Yushu, predominantemente tibetana, derrubando milhares de casas na manhã de quarta-feira e dando início a uma enorme ação de resgate.

 

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Nesta sexta, o primeiro-ministro Wen Jiabao visitou sobreviventes do abalo. As autoridades demonstravam prontidão para lidar com os problemas em uma das áreas onde é mais forte a tensão étnica na China. Em 2008, a região tibetana foi palco de fortes protestos contra o governo de Pequim, duramente reprimidos.

"Nós faremos esforços grandes para construir uma nova Yushu", prometeu Wen a moradores, conforme a Xinhua. Ele chegou ao local do terremoto na noite de ontem e visitou várias pessoas atingidas. "O sofrimento de vocês é nosso sofrimento", afirmou Wen, que é do grupo étnico han, majoritário na China.

O governo enviou soldados e equipes de resgate, além de bombeiros, para tentar salvar pessoas soterradas e auxiliar outras vítimas. A mídia estatal informou que já começaram a chegar hoje tendas, roupas quentes, água potável e comida à região. O presidente chinês, Hu Jintao, encurtou uma viagem à América Latina para voltar mais rápido ao país.

Comprometimento

Analistas notam que a tragédia é uma oportunidade para Pequim mostrar seu comprometimento com membros de etnias minoritárias. "Se os esforços de resgate e ajuda forem bem, as relações melhorarão", afirmou Zhang Zhirong, pesquisador tibetano da Universidade Peking.

Os tibetanos reclamam de restrições do governo a seus direitos civis e a suas práticas religiosas. Muitos também se sentem excluídos do boom econômico chinês. Todos esses elementos contribuíram para o levante em áreas tibetanas pouco antes dos Jogos Olímpicos em Pequim, em 2008. As informações são da Dow Jones.

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