Chega a 113 o número de mortos após terremoto na Indonésia

Ao menos 502 estão desaparecidos; autoridades dizem que total de vítimas ainda deve aumentar

Associated Press e estadão.com.br

26 de outubro de 2010 | 08h06

Habitantes de Padang, no oeste da Sumatra, buscam locais altos após alerta de tsunami.

 

JACARTA - O terremoto de magnitude 7,7 na ilha da Sumatra, na Indonésia, provocou a morte de pelo menos 113 pessoas e deixou outras 502 desaparecidas, disseram as autoridades nesta terça-feira, 26. O número de mortes ainda deve aumentar, já que as autoridades ainda procuram vítimas do tremor e do tsunami gerado por ele.  Em Java, outra ilha do arquipélago, 18 pessoas morreram após o vulcão Merapi entrar em erupção.

 

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Testemunhas afirmam que uma onda de três metros de altura varreu as casas das cidades de Pagai e Silabu, situadas nas remotas ilhas de Mentawai. "Temos 200 sacos para cadáveres prontos", disse um funcionário do Ministério da Saúde responsável pela região.

 

A Indonésia, o maior arquipélago do mundo, sofre com constantes abalos sísmicos e com atividade vulcânica devido à sua localização, exatamente sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico.

 

O movimento que causou o terremoto da segunda-feira ocorreu na mesma falha geológica que ocasionou o terremoto de magnitude 9.1 que originou o violento tsunami de 2004 no Oceano Índico em 2004. Na ocasião, 230 mil pessoas morreram em uma dezena de países.

 

Em alguns locais do país, a água atingiu o teto das casas. Em um vilarejo de Silabu, 80% das casas sofreram danos. Segundo Ade Edward, funcionário do órgão de resposta a desastres indonésio, 3 mil pessoas procuravam abrigo em centros de emergência e tripulações de diversas embarcações seguiam desaparecidas.

 

O terremoto da segunda-feira foi seguido de outros 14 abalos sísmicos. O maior deles teve magnitude de 6.2, segundo o USGS. Além disso, o vulcão Merapi, situado na ilha de Java, entrou em erupção nesta terça e deixou ao menos 20 feridos.

 

Centenas de casas feitas de madeira a bambu foram varridas da ilha de Pagai. A onda invadiu a costa em cerca de 550 metros. "Todos saíram correndo de suas casas", disse Sofyan Alawi, acrescentando que as estradas dos locais mais altos ficaram lotados de veículos em poucos minutos. "Olhávamos para trás para ver se a onda ainda estava vindo", disse Ade Syahputra.

 

Atualizado às 20h02

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