Chega a 1.500 número de mortes causadas por chuvas no Paquistão

ONU diz que 3,2 milhões foram afetados pelas enchentes e aciona órgãos de ajuda

Associated Press

03 de agosto de 2010 | 09h34

 

KOT ADDU - As enchentes e chuvas que devastam o Paquistão desde o meio da semana passada já deixaram pelo menos 1.500 pessoas mortas e colocaram 100 mil em risco de contaminação.

 

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Órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) já estão se mobilizando pela população. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) já estima que 1,8 milhão de paquistaneses precisarão receber ajuda durante pelo menos um mês, já que as plantações do país foram completamente devastadas.

 

Segundo a Unicef, órgão da ONU para a infância, 3,2 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas e pelas enchentes. Dessas, 2,5 milhões vivem no noroeste paquistanês, a área mais afetada.

 

Um dos principais temores da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a propagação de doenças relacionadas à contaminação da água, como a diarreia aguda, e as afecções respiratórias. "Ainda não foi registrado nenhum caso de cólera, mas estamos em alerta porque isso poderá ocorrer", disse Fadela Chaib, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os principais esforços da OMS, segundo Chaib, radicam em coordenar as ajudas para frear a eclosão de doenças e distribuir os remédios necessários.

 

O Exército paquistanês, que tem helicópteros, barcos e a estrutura necessária para os trabalhos de ajuda e resgate, leva remédios, alimentos e barracas para os afetados. O governo já acionou suas agências de emergência para ampliar os serviços.

 

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) tem como objetivo levar assistência aos 250 mil deslocados. Até agora já conseguiram distribuir 10 mil tendas de campanha, informou a porta-voz, Melissa Fleming.

 

"Aqueles que sobreviveram seguem expostos a um grande risco", afirmou Melissa, já que agosto é o tradicional mês tradicional das monções, chuvas torrenciais que poderiam piorar ainda mais a situação. "Os paquistaneses desta região foram generosos durante anos ao acolher mais de 1 milhão de refugiados afegãos". Agora, lembrou, é o "momento de a comunidade internacional devolver a mesma solidariedade que eles ofereceram".

 

Esta mesma mensagem foi emitida na segunda secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que autorizou o desembolso de uma ajuda de US$ 10 milhões suplementares ao Paquistão para os afetados pelas inundações dos últimos dias.

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