Chega a 25 o número de mortos do confronto em Gaza

Os ataques à Faixa de Gaza chegam ao seu 10º dia, com bombardeios israelenses matando mais um militante palestino e ferindo outros três, o que eleva o total de mortos a 25. Especialistas temem que esta ofensiva do governo israelense pode ser o ensaio para a reocupação da região. Mesmo assim, o ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, garantiu que seu governo não pretende retomar a Faixa de Gaza.Na quinta-feira, as tropas israelenses invadiram o norte de Gaza e estabeleceram o controle da área, com o objetivo declarado de libertar o soldado Gilad Shalit seqüestrado por militantes palestinos. Nesta sexta-feira, o partido governista Hamas disse que ofensivas só irão piorar as condições para um acordo em relação à libertação do soldado.Além do morto pelos bombardeios, outro palestino foi vítima de um franco-atirador israelense. Autoridades não confirmaram se ele era civil ou um militante. Mesmo depois das diversas mortes e incursões, o soldado Shalit, capturado no dia 25 de junho, ainda não foi encontrado. Peretz afirma que fontes o informaram de que o soldado está "vivo e bem".Palavra de PeretzDurante uma visita à base militar de Zikim, ao norte da fronteira com Gaza, Peretz reconheceu as dificuldades táticas e políticas da operação israelense nos centros urbanos palestinos."Mas estamos agindo com legitimidade. O exército israelense preserva os valores éticos como nenhum outro. Nossos soldados lutam contra terroristas que freqüentemente se cercam de crianças, usadas como escudos", afirmou.Ele acrescentou que as tropas fazem "o impossível" para não ferir os civis.Peretz foi acompanhado durante a visita pelo chefe do Estado-Maior, o general Dan Halutz. "As organizações terroristas devem entender que disparar foguetes contra Israel tem um preço", disse o militar.

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