Chega a 2.500 o número de soldados americanos mortos no Iraque

O Pentágono anunciou nesta quinta-feira que chegou a 2.500 o número de soldados americanos mortos no atual conflito do Iraque.A cifra foi anunciada horas antes do início do debate que antecedeu uma votação na Câmara dos Representantes dos EUA de uma resolução pela retirada das forças americanas do país árabe.O Pentágono não deu detalhes sobre a morte de número 2.500.Ainda assim, a informação põe em evidência a persistente violência no país. Dias atrás, em uma visita-surpresa a Bagdá, o presidente George W. Bush disse que a situação no Iraque está melhorando.O Pentágono difunde todos os dias o número de mortos no conflito, mas o faz sem grande alarde, pois considera que nenhuma morte deve ter destaque já que todas as perdas são igualmente trágicas.Alguns membros do Congresso vêm pedindo a definição de um cronograma para a retirada dos soldados do país. Cerca de 127 mil militares americanos encontram-se estacionados no Iraque atualmente.Os Estados Unidos invadiram o Iraque em março de 2003, argumentando que o Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. As alegações foram desacreditadas posteriormente.Segundo as informações fornecidas pelo Pentágono, cerca de 1.972 membros das forças armadas morreram em ação no Iraque, enquanto os outros 528 faleceram por causas não hostis. Ainda assim, o número de feridos chega a 18.490 soldados, entre eles 8.501 que não puderam voltar a seus postos. Segundo estimativas, cerca de 4.800 policiais e membros das forças de segurança iraquianos morreram por causa da guerra, e ao menos 30 mil civis iraquianos foram vitimados pelo conflito.O presidente Bush, por sua vez, tem rechaçado os pedidos para que retire suas tropas do país árabe e se nega a estabelecer um cronograma de evacuação.Caça a insurgentesAinda assim, forças de coalizão e iraquianas comemoraram nesta quinta-feira os resultado das ações realizadas após a morte do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Mussab al-Zarqawi. Desde a operação que bombardeou o esconderijo do líder extremista no último dia 7, 104 insurgentes foram mortos em centenas de operações realizadas pelo exército americano e as forças de segurança iraquiana.Segundo o porta-voz do exército americano, general William Caldwell, 452 ações fioram realizadas em conjunto entre as tropas americanas e iraquianas desde morte de Zarqawi. As investidas resultaram na morte de 104 insurgentes e na descoberta de 28 importantes depósitos de armas.Também nesta quinta-feira, o governo Iraquiano divulgou um documento encontrado no esconderijo de Zarqawi que apontava um enfraquecimento da insurgência. Mesmo assim, a violência continua forte no país. Cerca de 10 pessoas morreram hoje em um tiroteio em Baqouba, cidade em que Zarqawi foi encontrado.Segundo as autoridades, o texto encontrado no esconderijo de Zarqawi inclui instruções para fomentar uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã.O documento afirma também que a insurgência tem perdido força frente ao programa de treinamento das forças de segurança iraquianas pelos militares americanos. Além disso, continua o texto, a realização de prisões em massa e o combate ao contrabando de armas têm contribuído para o enfraquecimento dos grupos terroristas."Falando de maneira geral e diante da difícil situação atual, achamos que a melhor solução para sair dessa crise é envolver as forças dos EUA em uma guerra contra outro país ou grupo hostil", diz o documento."Nos referimos especificamente a uma tentativa de incrementar as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, e entre os americanos e os xiitas iraquianos", continua o texto.A autenticidade do documento não pode ser verificada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.