Chega a 600 o número de soldados da Otan mortos no Afeganistão em 2010

Ano é o mais mortífero desde a invasão de 2010; quase 2.200 morreram desde 2001

Efe

25 de outubro de 2010 | 10h54

CABUL - Chegou a 600 o número de soldados da coalizão internacional mortos no Afeganistão neste ano, constatou nesta segunda-feira, 25, o site independente iCasualties.org. A marca reitera 2010 como o ano mais sangrento para as tropas internacionais desde 2001, quando foi iniciada a invasão que derrubou o regime Taleban.

 

De acordo com o site, que mantém uma contagem detalhada, desde a queda do regime Taleban mais de 2.169 soldados das Forças americanas e da missão Isaf da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) perderam a vida no Afeganistão. Segundo a apuração, morreram 1.348 soldados americanos, 341 britânicos, 152 canadenses e 328 de outros países. Em 2009, o ano mais sangrento até então, morreram 516.

 

Os taleban, que marcaram presença em grandes áreas do país nos últimos anos, buscam tanto a expulsão das tropas estrangeiras como a derrocada do governo de Hamid Karzai para proclamar um regime fundamentalista islâmico.

 

Embora a Otan apoie o processo de diálogo iniciado pelo governo afegão com o movimento rebelde através do recém criado Conselho de Paz, deixou claro que, por enquanto, não freará suas operações militares no país.

 

O comandante das tropas estrangeiras no Afeganistão, David H. Petraeus, assegurou na semana passada que as operações militares contra a insurgência na província de Kandahar, reduto dos insurgentes, estão perto do fim.

 

Com 150 mil soldados no Afeganistão, a Isaf e a coalizão americana assumiram o desafio de enfraquecer os insurgentes antes de julho de 2011, data marcada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para o início da retirada militar do país.

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