Chega a Paris avião de estrangeiros repatriados do Chade

Este foi o 1º de vários vôos que serão fretados pela França para repatriar cidadãos que estão no país africano

EFE,

04 de fevereiro de 2008 | 07h32

Um Airbus militar francês pousou domingo à noite no aeroporto Charles de Gaulle de Paris com 202 estrangeiros saídos do Chade, em sua maioria franceses. Este foi o primeiro de vários vôos que serão fretados pela França para repatriar seus cidadãos que estão no país africano. Veja também:Rebeldes do Chade cercam palácio Os ministros franceses de Assuntos Exteriores, Bernard Kouchner, e de Defesa, Hervé Morin, foram ao aeroporto receber os evacuados, dos quais 130 eram franceses, segundo fontes oficiais. Kouchner disse à imprensa que nesta mesma tarde deve chegar a Paris outro avião com 400 ou 500 outros estrangeiros que também procederão de Libreville, capital do Gabão, aonde os repatriados tinham sido levados a partir de N'djamena para escapar do conflito no Chade. Ele acrescentou que será fretada uma terceira aeronave, "se for preciso", e especificou que os centros de abrigo que tinham sido organizados em N'djamena para acolher os estrangeiros com vistas à sua evacuação "atualmente estão vazios". O chanceler francês reafirmou a posição de que seu país está "do lado do poder legal", pois o chefe de Estado chadiano, Idriss Déby, "é um presidente eleito" duas vezes. Sobre as missões desempenhadas por militares franceses no Chade, ele ressaltou que "são muito precisas". "A pedido de Déby, devemos nos ocupar dos feridos", explicou. Quanto aos rebeldes, constatou que os combatentes que tinham chegado até N'djamena "vinham do Sudão". Sobre o assunto, o ministro de Exteriores do Chade, Ahmat Allami, em entrevista à "Radio France Internationale" ("RFI"), acusou as autoridades sudanesas de ter organizado o ataque dos rebeldes chadianos contra N'djamena. "O Sudão fez os rebeldes que vinham destruir nossa capital percorrer mais de 700 quilômetros", disse Allami, que afirmou que "a batalha de N'djamena está encerrada" e que as tropas fiéis a Déby conseguiram expulsá-los. O chanceler chadiano também alertou que "cada vez que os sudaneses nos agrediram, sempre dissemos que usremos nosso direito de legítima defesa para perseguir os agressores até os últimos esconderijos nos quais se encontram, segundo o que sabemos, em território sudanês".

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