REUTERS/Enrique De La Osa
REUTERS/Enrique De La Osa

Chegada de cubanos aos EUA tem aumento de 60% em um ano

Mais de 36 mil cubanos entraram no país através da fronteira com o México e do porto e do aeroporto de Miami

O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2015 | 07h00

MIAMI - Mais de 36 mil cubanos chegaram aos EUA através da fronteira com o México e do porto e do aeroporto de Miami durante o ano fiscal que termina nesta quarta-feira, o que representa um aumento de mais de 60% com relação ao ano anterior.

Segundo informou na terça-feira à agência EFE o Escritório de Alfândegas e Proteção de Fronteiras (CBP), de 1 de outubro de 2014 a 31 de agosto chegaram 36.497 cubanos, enquanto durante todo o ano passado fiscal (de outubro de 2013 a setembro de 2014) foram 22.162.


Segundo grupos especialistas em imigração como o Migration Policy Institute (MPI), este aumento obedece ao temor dos cubanos de perder os benefícios migratórios após a normalização das relações entre Estados Unidos e Cuba.

De acordo com os números do CBP aos quais a EFE teve acesso, através de El Paso e Laredo (Texas), Tucson (Arizona) e San Diego (Califórnia) entraram 27.441 imigrantes cubanos, enquanto por Miami foram 9.056.

A estes imigrantes se somam os encontrados pela Guarda Costeira em águas do Atlântico ou que alcançaram terra em botes ou precárias balsas, que também tiveram um aumento, neste caso de mais de 85%.

Desde outubro de 2014 até o momento tentaram alcançar o litoral americano mais de 4.300 cubanos, enquanto durante todo o ano fiscal anterior eram 3.677.

O números da Guarda Costeira incluem "os interceptados no Estreito da Flórida, no Caribe e no Oceano Atlântico pela Guarda Costeira e os reportes de outras agências estrangeiras, como as de Cuba, sobre tentativas que foram frustradas e os que tocam solo americano".

Estes últimos se beneficiam da Lei de Ajuste Cubano de 1966 e sua política "que estabelece que os cubanos que chegam a solo americano podem ficar, enquanto os interceptados no mar, embora seja a poucos metros da margem, são devolvidos a Cuba". / EFE
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