EFE/EPA/OSSERVATORE ROMANO
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Chegada de imigrantes na Grécia caiu 90%, diz agência de fronteiras da União Europeia

Frontex informou que 2,7 mil pessoas chegaram ao território grego pela Turquia em abril. Grande parte delas veio da Síria, Paquistão, Afeganistão e Iraque

O Estado de S. Paulo

13 Maio 2016 | 08h12

BRUXELAS - O número de imigrantes que desembarcaram na Grécia caiu 90% em abril, relatou a agência de fronteiras da União Europeia, Frontex, nesta sexta-feira, 13. A medida mostra que pode estar funcionando o acordo com a Turquia para enviar de volta aqueles que fazem travessias irregulares pelo mar entre os dois países.

A agência relatou que 2,7 mil pessoas chegaram à Grécia pela Turquia em abril, a maioria vindas da Síria, Paquistão, Afeganistão e Iraque, o que representa uma queda de 90% em relação a abril.

Sob o acordo com a Turquia, todos os imigrantes e refugiados, incluindo sírios, que cruzam ilegalmente para a Grécia pelo mar são enviados de volta.

Em troca, a União Europeia recebe diretamente milhares de refugiados sírios da Turquia e recompensa o país com mais dinheiro, viagens sem necessidade de visto e um avanço nas conversas para a entrada da Turquia no bloco europeu.

Itália. Pelo menos 150 sírios e mais de 40 iraquianos se encontravam entre os mais de 800 imigrantes resgatados na quinta-feira no litoral da Sicília, anunciaram membros da guarda costeira italiana e da ONU.

"É algo novo", disse Flavio di Giacomo, porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM), lembrando que só havia 26 sírios entre os cerca de 31 mil refugiados que chegaram à Itália desde o início do ano.

Em razão de sua localização geográfica, a Itália é destino principalmente de imigrantes de países do norte da África, que atravessam o Mediterrâneo, enquanto países mais ao leste da Europa recebem mais pessoas de países do Oriente Médio, que muitas vezes alcançam o continente por terra.

Desde que o fechamento da rota dos Bálcãs e a instauração do acordo entre a União Europeia e a Turquia frearam, em março, o fluxo massivo de refugiados em direção à Europa, concentrado na Grécia, a Itália teme que parte deles optem por um caminho alternativo até o seu litoral, através da Turquia ou do Egito.

Durante a quinta-feira, um avião de reconhecimento da guarda costeira italiana avistou duas embarcações com dificuldades ao sudeste da Sicília; 515 pessoas foram resgatadas do primeiro barco, e cerca de 300 do segundo, de acordo com os serviços marítimos. Todos foram transferidos para vários barcos das equipes de salva-vidas e para navios militares.

Dos 342 resgatados pela Nave Peluso, dos serviços marítimos, "ao menos 150" eram "refugiados sírios e mais de 40 eram iraquianos", que devem chegar na manhã desta sexta-feira ao porto de Augusta, no leste da Sicília, anunciou no Twitter Carlotta Sami, porta-voz na Itália do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). /Reuters e AFP

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