Chegam a 47 os mortos em queda de ponte na China

Ainda há corpos entre os escombros, mas o número exato ainda não foi revelado

EFE

18 de agosto de 2007 | 02h09

O número de mortos pela queda de uma ponte em construção no centro da China subiu hoje a 47, com as equipes de resgate encontrando seis corpos nas últimas horas, informaram fontes oficiais. As equipes de resgate avançam com menos dificuldades depois da explosão de três grandes pilares de cimento que estavam atrapalhando o trabalho, segundo a agência estatal "Xinhua". O acidente ocorreu na segunda-feira, na província de Hunan. Segundo as equipes de resgate, ainda há vários trabalhadores entre os escombros, provavelmente mortos, mas o número exato ainda não foi revelado. A ponte, com 328 metros de comprimento e 42 de altura, cruzava o rio Tuo, no distrito de Fenghuang, região turística famosa por belas montanhas e casas tradicionais, e seria inaugurada no fim do mês. Muitos moradores da região denunciaram a má qualidade do material utilizado na obra e a rapidez da construção. Jornalistas de cinco órgãos de imprensa estatais que cobriam a notícia, entre eles o "Diário do Povo" e uma revista da agência "Xinhua", foram atacados por várias pessoas. Entre elas havia funcionários da província, segundo o jornal "South China Morning Post". Os repórteres estavam entrevistando uma família que tinha perdido cinco membros no acidente, quando um grupo de oito pessoas, entre elas duas mulheres e o diretor do Departamento de Agricultura de Fenghuang, atacaram o grupo, acusado de "fazer entrevistas ilegais".  O acidente reforça dúvidas sobre as infra-estruturas chinesas, a um ano dos Jogos Olímpicos de Pequim. O próprio presidente do país, Hu Jintao, ordenou uma investigação exaustiva e prometeu que os culpados serão severamente punidos.

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