Chegam a 53 os mortos em tremor na Índia

Ao menos 100 mil casas foram destruídas na região do Himalaia e muitas áreas estão isoladas

NOVA DÉLHI, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2011 | 06h08

Equipes de resgate continuavam ontem a procurar corpos de vítimas do terremoto que atingiu Índia, Nepal e Tibete na noite de domingo. A maior dificuldade tem sido superar os bloqueios causados por deslizamentos de terra que deixaram milhares de pessoas isoladas. Ao menos 53 mortes foram confirmadas na região.

O tremor de 6,9 graus na escala Richter destruiu mais de 100 mil casas no Himalaia, uma faixa montanhosa que percorre o nordeste da Índia, o Nepal e o sudoeste do Tibete. Chuvas fortes também dificultavam o trabalho de resgate. Três funcionários das equipes de emergência morreram durante uma operação, segundo informou o secretário do Interior da Índia, Raj Kumar Singh. Mais de 6 mil soldados e paramilitares indianos trabalham para retirar placas de concreto e pilhas de tijolos das casas que desabaram, à procura de sobreviventes sob os escombros.

Nove helicópteros foram usados para levar equipes médicas, remédios e comida aos vilarejos mais isolados. Feridos graves foram resgatados e levados para hospitais da Índia. As equipes conseguiram desbloquear ao menos uma pista da estrada que leva ao Estado indiano de Sikkim, na fronteira com o Nepal, área próxima do epicentro, onde estava mais da metade dos mortos. No entanto, até a noite de ontem, os socorristas não tinham conseguido chegar a Mangan, ponto atingido com maior intensidade.

As duas principais estradas de acesso a Gangtok, capital de Sikkim, localizada a 68 quilômetros do epicentro, foram destruídas. A agência estatal de notícias Nova China confirmou que há 7 mortos e 24 feridos no Tibete. O tremor deixou centenas de pessoas sem luz e água do lado chinês.

No Nepal, foram registradas sete mortes, entre as quais dois homens e uma criança atingidos por um muro externo da Embaixada da Grã-Bretanha em Katmandu que desmoronou. Pelo menos 70 nepaleses ficaram feridos, alguns gravemente.

A maioria das mortes na Índia ocorreu por soterramento, principalmente após as casas, que já eram frágeis, desabarem com a força do terremoto. "Há vilarejos em que não conseguimos chegar e as pessoas podem estar presas sob os escombros", afirmou Singh. Ele admitiu que o número de mortos ainda pode subir. A mesma região do Himalaia foi atingida por terremotos de grande magnitude por duas vezes, em 1897 e 1950. / REUTERS, AFP e AP

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