EFE / Ian Langsdon
EFE / Ian Langsdon

Cheia no Sena leva 1,5 mil pessoas a deixar suas casas em Paris

Nível do rio deve atingir seu pico até a manhã de segunda-feira e enchentes já afetaram o trabalho dos barcos turísticos

O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2018 | 15h11

PARIS - Quase 1,5 mil pessoas foram retiradas de suas casas na região de Paris em meio ao risco de uma grande cheia no Rio Sena, após seus níveis subirem ainda mais neste domingo, 28.

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O chefe de polícia de Paris, Michel Delpuech, disse a jornalistas que em torno de 1,5 mil pessoas tiveram de deixar suas casas na região que compreende a capital francesa e seus subúrbios.

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As águas do Sena devem atingir seu pico até a manhã de segunda-feira, em níveis próximos aos que causaram graves enchentes em 2016, disseram as autoridades. Os alagamentos já tomaram passarelas ribeirinhas em Paris, levaram ao fechamento de cafés e restaurantes, e obrigaram o mundialmente famoso Museu do Louvre a fechar uma exibição de arte islâmica em seu subsolo.

O trabalho dos barcos turísticos "Bateaux Mouches" foi paralisado em razão do aumento do nível das águas, que impede as balsas de passar sob as pontes. 

Após um incidente na véspera, quando duas pessoas foram vistas navegando em uma canoa, as autoridades lembraram que está proibida a navegação e alertaram para o perigo de usar qualquer tipo de embarcação nas condições atuais.

A diminuição das águas pode ser "muito, muito lenta", advertiu Colombe Brossel, vice-secretária do Departamento de Segurança da prefeitura de Paris. "Voltar completamente à normalidade vai levar semanas", disse o diretor do Serviço de Meio Ambiente na região (DRIEE), Jérôme Goellner.

As inundações causaram destruição em Paris em 1910, quando o Sena aumentou 8,65 metros, embora não tenham sido registradas mortes na época. / REUTERS e AFP

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