Cheney defende escutas sem autorização e alerta sobre o Irã

Em entrevista ao programa de televisão "The Newshour", o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, reiterou na terça-feira a defesa das escutas telefônicas sem autorização judicial na luta contra o terrorismo e assegurou que o Irã representa "um perigo para a comunidade mundial".Cheney disse que o programa de escutas, iniciado após os atentados de 11 de setembro de 2001, tem o objetivo de impedir novos ataques terroristas contra os EUA.Segundo o presidente George W. Bush, esse programa de escutas telefônicas só inclui pessoas suspeitas de manter contatos com a rede terrorista Al-Qaeda e suas comunicações com o exterior.Organismos de defesa dos direitos civis e membros da oposição do Partido Democrata insistem que o programa é inconstitucional. Mas Cheney afirmou que o governo tinha toda a autoridade legal necessária, explicando que isso aconteceu de forma relativamente secreta para aumentar sua efetividade."O problema que temos agora é a discussão pública" sobre este programa, acrescentou, ao assegurar que foi um valioso instrumento na guerra contra o terrorismo, "tanto para salvar vidas como para rechaçar conspirações contra os EUA". A existência do programa de escutas telefônicas foi divulgada no fim do ano passado, pelo jornal The New York Times.Durante a entrevista, o vice-presidente dos EUA também foi indagado sobre a decisão iraniana de seguir adiante com seu programa de desenvolvimento nuclear. O Irã disse que seu objetivo é pacífico, mas Cheney assegurou que Washington avalia que se trata de uma atitude perigosa e que a comunidade internacional concorda com isso."Eles parecem decididos a desenvolver a capacidade de produzir armamentos nucleares", acrescentou."Sabemos que eles estão se esforçando para manter a capacidade de enriquecer urânio, que é o primeiro passo, evidentemente, em termos de desenvolver armas atômicas", concluiu.

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