Cheney defende espionagem de arquivos financeiros

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, defendeu o rastreamento de arquivos financeiros internacionais e se mostrou "ofendido" com a divulgação do programa secreto, segundo a edição de hoje do jornal The New York Times.Cheney se somou à lista de funcionários de alto escalão do Governo dos EUA que desde a quinta-feira passada saíram em defesa do programa, operado pela Agência Central de Inteligência (CIA) sob a supervisão do Departamento do Tesouro.O jornal divulgou o programa de espionagem nesta semana e posteriormente outros diários nacionais ampliaram a cobertura do caso."O que mais me perturba em tudo isto é que alguns meios de comunicação se prestam a divulgar programas que são chave para a segurança nacional, o que dificulta ainda mais nossa tarefa de prevenir mais ataques contra o povo americano. Isso me ofende", disse Cheney na sexta-feira durante um ato de arrecadação de fundos.Em seguida, o vice-presidente disse ao The New York Times que o programa é uma ferramenta "absolutamente chave" na luta antiterrorista e que se realiza segundo a lei e a autoridade que a Constituição confere ao Executivo.Da mesma forma que as escutas telefônicas dos americanos com supostos vínculos terroristas, este programa de rastreamento "é absolutamente chave para proteger" os americanos de "futuros ataques", disse Cheney ao jornal nova-iorquino.O programa em questão rastreia todas as atividades financeiras internacionais de supostos terroristas, em particular as transações a partir e rumo aos Estados Unidos.A informação provém de uma empresa conhecida pela sigla Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), com sede na Bélgica e que está a cargo de quase todas as transações financeiras internacionais. Os Estados Unidos têm acesso à informação da Swift, armazenada neste país, mediante o uso de citações judiciais.

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