Cheney defendeu escutas não autorizadas nos EUA, diz o jornal

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, foi um dos que mais defendeu as escutas não autorizadas judicialmente em solo americano após os atentados de 11 de setembro, informou neste domingo o jornal The New York Times.Cheney e seu principal assessor legal, David Addington, disseram na época que as escutas privadas "poderiam e deveriam ser feitas" se qualquer pessoa suspeita de envolvimento com a Al Qaeda fizesse chamadas dentro do país, segundo fontes da inteligência citadas pela publicação.Para o vice-presidente e sua equipe, acrescentaram as fontes, a Constituição permitia que as agências de espionagem tomassem medidas do tipo para defender o país de possíveis ameaças terroristas.Os advogados da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) foram os que se opuseram à ampliação da intercepção de telefonemas e e-mails, acrescenta o jornal.Os advogados da NSA frisaram que as escutas não autorizadas deveriam se restringir a comunicações de suspeitos de terrorismo com pessoas no exterior.Sem comentário A porta-voz do vice-presidente, Lee Anne McBride, não quis comentar a versão dos funcionários da inteligência citados pelo NY Times, limitando-se a dizer que, "como disse o governo, incluindo o vice-presidente, isto é vigilância terrorista, não vigilância nacional".O general Michael Hayden, diretor da NSA na época e atualmente candidato ao cargo de diretor da CIA (central de inteligência americana), foi quem idealizou e supervisionou a implementação do polêmico programa de espionagem, que agora ameaça dificultar a confirmação de sua nomeação no Senado.Vários legisladores, tanto republicanos como democratas, questionam a legalidade do programa e, como conseqüência, argumentam que Hayden não é a pessoa mais adequada para assumir o comando da CIA.

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