Cheney diz que nenhuma opção contra o Irã está descartada

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, disse na sexta-feira que o país considera tomar qualquer atitude para evitar que o Irã obtenha armas nucleares, mas a Casa Branca ressaltou que busca uma solução diplomática. "Como já dissemos, estamos fazendo de tudo para resolver isso diplomaticamente, mas não tiramos nenhuma opção da mesa", disse Cheney à TV ABC News, durante viagem à Austrália, reafirmando a antiga posição dos EUA. Segundo a edição eletrônica do jornal The Weekend Australian, Cheney estaria de acordo com o senador republicano John McCain, para quem a única coisa pior do que uma guerra contra o Irã seria um Irã com armas nucleares. Em entrevista ao jornal australiano, o vice-presidente afirmou não ter dúvida de que o Irã está empenhado em enriquecer urânio até o nível que possa ser usado em armas. "Há várias estimativas sobre onde fica o ponto sem volta. É quando eles possuírem armas, ou é antes, quando eles dominarem a tecnologia, mas talvez ainda sem produzirem material físsil para armas?", questionou. Relatório Na véspera, um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) confirmou que o Irã descumpriu o prazo dado pela ONU para suspender as atividades de enriquecimento. Teerã garante que seu programa nuclear é voltado apenas para fins pacíficos. Questionado em Washington sobre os comentários de Cheney, Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca, disse: "Estamos focados numa solução diplomática, acho que dizemos isso muitas vezes, essa é claramente a nossa preferência e vocês sabem que isso está consumindo nossas energias neste momento em nossas deliberações com outras partes interessadas na ONU e (com) os países da região." "Claramente queremos ver uma solução diplomática para isso. A ênfase é na diplomacia, e não há razão para mudarmos as opções que estão ou não sobre a mesa", acrescentou. O Conselho de Segurança havia exigido que o Irã suspendesse o enriquecimento de urânio até 21 de fevereiro, o que não ocorreu. Os cinco membros permanentes do Conselho (EUA, França, Grã-Bretanha, Rússia e China), mais a Alemanha, se reúnem na próxima semana em Londres para discutir a possibilidade de sanções adicionais ao programa nuclear iraniano, além das que já vigoram desde dezembro.

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