Cheney rebate as críticas à gestão Bush

Ex-vice-presidente defende guerra ao terror e ?interrogatório agressivo?

Patrícia Campos Mello, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

Minutos depois do discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, o ex-vice-presidente Dick Cheney deu início a seu contra-ataque republicano. Durante quase uma hora, Cheney defendeu a guerra ao terror do governo de George W. Bush no centro de estudos conservador American Enterprise Institute."O programa de interrogatórios agressivos de detentos de alta periculosidade e o programa de vigilância de terroristas sem dúvida tornaram nosso país mais seguro", disse Cheney. "Com eles, impedimos muitos ataques terroristas que estavam sendo planejados."Cheney criticou as decisões de Obama de banir os "interrogatórios agressivos" e de fechar Guantánamo. "Eu fui e sou um grande defensor do programa de interrogatórios agressivos", afirmou, referindo-se a técnicas como simulação de afogamento, consideradas tortura e banidas por Obama. "Os interrogatórios foram legais, essenciais, justificados e bem-sucedidos. Eles evitaram a morte de centenas de milhares de inocentes."APLAUSO EUROPEUO ex-vice-presidente também disse que qualquer iniciativa para processar os formuladores da guerra ao terror e funcionários da CIA que conduziram os interrogatórios equivaleria a "tratar opositores políticos como criminosos". "Chamar esse programa de tortura é caluniar profissionais dedicados, que salvaram milhões de vidas americanas, e retratar terroristas e assassinos como vítimas inocentes", afirmou. Obama promete fechar Guantánamo até o final do ano. Segundo Cheney, "é fácil ser aplaudido na Europa pelo fechamento desse centro de detenção, mas é difícil achar um a alternativa que ainda satisfaça as necessidades de justiça e segurança do povo americano". "Trazer os piores terroristas para dentro dos EUA causará muito arrependimento no futuro", afirmou.

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