Chico Buarque assina manifesto que exige respeito à Cuba

Mais de 10 mil artistas e intelectuais, entre eles nove Prêmios Nobel e o compositor brasileiro Chico Buarque, assinaram o manifesto lançado em Havana exigindo a Washington "respeito" pela soberania de Cuba, que está sob governo provisório desde 31 de julho depois da cirurgia intestinal pela qual passou o presidente Fidel Castro.A declaração "A soberania de Cuba deve ser respeitada" foi lançada há uma semana com a assinatura inicial de 400 intelectuais de 50 países, incluindo José Saramago (Portugal), Adolfo Perez Esquivel (Argentina), Rigoberta Menchú (Guatemala), Dario Fo (Itália), Wole Soyinka (Nigéria), Zhores Alfiorov (Rússia) e Nadine Gordimer e Desmond Tutu, da África do Sul. O dramaturgo britânico Harold Pinter foi o nono Nobel a apoiar ao manifesto, assinado também por atores como o porto-riquenho Benicio Del Toro, o mexicano Gael Garcia Bernal e o francês Gerard Depardieu. Também aderiram ao apelo Manu Chao, Joaquin Sabina, Victor Heredia, Gianni Vattimo, Noam Chomsky,Eduardo Galeano, Mario Benedetti, David Viñas e Juan Gelman.A declaração, assinada até o momento por 10.141 pessoas, condena a política agressiva histórica e atual do governo norte-americano contra Havana.Também assinou a declaração o ator argentino Rodrigo de la Serna, protagonista, junto com o mexicano García Bernal, do filme "Diários de Motocicleta", dirigido pelo brasileiro Walter Salles. O longa fala sobre os anos de juventude do guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara.Em 31 de julho, em conseqüência de uma delicada operação intestinal, o presidente Fidel Castro delegou, pela primeira vez desde 1959, provisoriamente o poder ao seu irmão Raúl Castro.

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