Chile adianta férias escolares por causa de protestos

O governo do Chile decidiu hoje adiantar as férias de inverno em mais de 200 colégios ocupados por estudantes que exigem melhorias na educação. Há um mês, o governo enfrenta protestos estudantis e a ocupação dos colégios públicos, bem como de universidades.

AE, Agência Estado

28 de junho de 2011 | 15h43

A decisão é tomada um dia após estudantes universitários e do ensino médio recusarem uma proposta do governo para suas demandas. Eles se reuniram no fim de semana e anunciaram a participação em uma greve nacional nesta quinta-feira, junto aos professores. O sindicato dos docentes exige mudanças profundas no setor.

O ministro da Educação, Joaquín Lavín, informou que a partir de amanhã começará o período de férias de inverno de duas semanas em 206 colégios da capital ocupados por estudantes. O período de férias de inverno iria inicialmente de 11 a 23 de julho. Segundo ele, a intenção é evitar que os alunos percam mais aulas.

Anteriormente, o titular da Educação havia anunciado a prorrogação do ano escolar até 14 de janeiro. O calendário normal das aulas deveria terminar no início de dezembro. Lavín disse que sua intenção não é acabar com o protesto estudantil, mas evitar a continuação da perda de aulas e a extensão do período de aulas no verão.

O ministro afirmou que será tomada medida similar nas províncias, onde também há paralisações e ocupações de colégios. Freddy Fuentes, porta-voz dos estudantes de ensino médio da capital, disse que a decisão do governo "evidencia a falta de capacidade para resolver os conflitos".

Nesta quinta-feira, os reitores das principais universidades do país deverão resolver se aceitam ou rechaçam as propostas de melhorias e mais recursos apresentadas por Lavín na semana passada. O governo ofereceu destinar US$ 75 milhões extras em cinco anos para 25 universidades de todo o país para apoiar projetos universitários.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse hoje que os protestos estudantis devem ter limites e ocorrer dentro da lei. Além disso, notou que os alunos que não desejam cruzar os braços não podem ficar impedidos de estudar. As informações são da Associated Press.

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