Chile afirma que respeitará acordo entre Colômbia e EUA

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, afirmou que vai respeitar as decisões da Colômbia nas negociações para instalar bases norte-americanas no território colombiano. Esse voto é favorável ao presidente colombiano Álvaro Uribe, que está visitando os países vizinhos para explicar o possível acordo militar com os Estados Unidos. Uribe chegou hoje a Santiago, procedente de Peru e Bolívia. Sua passagem pelo Palácio de La Moneda teve um forte esquema de segurança. Um pequeno grupo de manifestantes chilenos gritava "assassino" e "traficante" para o presidente colombiano. Quando o grupo tentou estender faixas com os dizeres "chega de bases ianques", a polícia chilena dispersou os manifestantes.

AE-AP, Agencia Estado

05 de agosto de 2009 | 20h58

Logo após Uribe ir ao aeroporto e partir para a Argentina, o chanceler chileno, Mariano Fernández, que participou da reunião, afirmou que o Chile "respeita as decisões soberanas da Colômbia" e que "certamente" respeita o acordo militar colombiano com os Estados Unidos. Em visita recente ao Brasil, Bachelet disse que "concordava plenamente" com as preocupações que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sobre a possível instalação bases militares dos EUA na Colômbia.

Na visita a La Paz, Uribe não teve a mesma receptividade. O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que as bases americanas na Colômbia "não são contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), nem contra o narcotráfico, são para a região". A questão do uso americano das bases na Colômbia será debatida na reunião da União das Nações Sul-americanas (Unasul), que ocorrerá a partir de 10 de agosto, em Quito, no Equador. Em suas próximas visitas, Uribe vai passar por Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.

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