Rodrigo Garrido / Reuters
Rodrigo Garrido / Reuters

Chile anuncia processo para nova Constituição

Ministro do Interior anunciou processo para uma nova Carta através de 'Congresso Constituinte'

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2019 | 00h41

SANTIAGO - O governo chileno anunciou na noite deste domingo (10) o início do processo para uma nova Constituição através de um "Congresso Constituinte". Segundo o ministro do Interior, Gonzalo Blumel, será um processo "com ampla participação cidadã e um plebiscito que o ratifique", uma manobra que atende a uma das principais demandas surgidas nos protestos sociais que iniciaram no Chile em outubro.

Blumel comunicou a decisão após uma reunião na casa do presidente Sebastián Piñera com os líderes do Chile Vamos, coalizão política que reúne quatro partidos de centro-direita e direita, que até agora eram os mais reticentes a uma mudança profunda da Carta Magna, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

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Piñera havia demonstrado disposição para a mudança constitucional na última semana. "As mudanças na Constituição têm que ser mais profundas e mais intensas do que se pensava há algunos anos. Não quero me comprometer com prazos, mas tenho claro que há um sentido de urgência. É para agora", afirmou o presidente chileno em entrevista.

Os protestos, que completam 24 dias nesta segunda-feira, 11, têm saldo de 20 mortos em confrontos ou outros tipos de distúrbio. Seis das vítimas são cidadãos estrangeiros. Do total de mortes, cinco foram cometidas por policiais ou outros agentes estatais.

Os chilenos que vão às ruas para protestar pedem o fim da desigualdade social e mudanças nos modelos liberais chilenos de previdência, saúde, educação e transporte, entre outras áreas. A insurgência popular começou após o aumento do preço das passagens de metrô em Santiago. Com o passar dos dias, a pauta de reivindicações passou a incluir uma nova Constituição e a renúncia de Piñera. /AFP e EFE.

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