Reuters/Dado Ruvic
Reuters/Dado Ruvic

Chile aprova uso da vacina da Pfizer contra a covid-19

País é o primeiro da América do Sul a liberar o uso do imunizante, que será aplicado a maiores de 16 anos

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 15h07

SANTIAGO - A agência reguladora de saúde do Chile informou nesta quarta-feira, 16, que aprovou o uso emergencial da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e o imunizante poderá ser administrado a pessoas de mais de 16 anos no país. Com isso, o país se torna o primeiro da América do Sul a aprovar o uso do imunizante.

As primeiras doses devem começar a chegar nos próximos dias, mas a mídia local noticiou que o presidente Sebastián Piñera emitirá um comunicado com maior precisão sobre as datas.

O Instituto de Saúde Pública (ISP) recebeu a solicitação no dia 27 de novembro e pediu que uma comissão de especialistas analisasse os antecedentes apresentados pela farmacêutica, que conduziu o processo quase paralelamente à sua avaliação nos Estados Unidos.

A decisão foi tomada por um comitê de 22 especialistas, que "analisou questões superelevantes, como, por exemplo, se o Chile estava preparado ou não na logística para receber as vacinas", explicou Garcia. "O Chile tem hoje um sistema adequado para receber as vacinas, tem uma logística muito complexa para poder vacinar a população", acrescentou.

“Esta resolução será probatória com certos aspectos de controle, e à medida que formos avançando e vendo que há maiores antecedentes vamos poder ir ampliando-a”, disse Heriberto García, diretor do ISP, durante a sessão. “Há toda uma análise importante com respeito a como vamos fazer os estudos e análise de risco e a farmacovigilância para justamente tranquilizar a população com respeito a qualquer situação que o justifique”, acrescentou.

A vacina da Pfizer é uma daquelas com as quais o governo chileno firmou contratos para garantir um acesso caso sua eficiência seja comprovada. O imunizante já está sendo aplicado, de forma emergencial, em países como Reino Unido, EUA e Canadá.

No final de semana, o ministro da Saúde chileno, Enrique Paris, disse que o país está preparado logisticamente para começar a aplicar a vacina contra coronavírus da Pfizer assim que ela estiver aprovada e disponível.

O Chile soma 576.731 casos e 15.959 mortos da doença. / REUTERS e AFP

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