AFP|JUAN BARRETO
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Chile cobra de Caracas segurança para mulher de López

Lilian Tintori rejeitaoferta de proteção do governo chavista e volta a acusar Maduro de intimidação

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2015 | 21h04

SANTIAGO - O governo do Chile defendeu nesta segunda-feira a decisão de pedir respeito à integridade de Lilian Tintori, mulher do líder opositor Leopoldo López, que na semana passada participou de um comício no qual um político opositor foi morto (mais informações nesta página). Ainda nesta segunda-feira, Lilian rejeitou uma oferta do governo venezuelano para fazer sua segurança pessoal.

“O Chile sempre esteve comprometido com a democracia e a universalidade dos direitos humanos em qualquer país e nos posicionamos quando é necessário. Também temos feitos gestões de maneira reservada, sem declarações públicas”, disse o chanceler chileno, Heraldo Muñoz.

O comunicado, que expressou a preocupação com a segurança de Lilian, foi divulgado meses depois de a presidente Michele Bachelet ter evitado reunir-se com a opositora, em abril. Segundo a chancelaria, no entanto, isso não implica uma mudança de posição da diplomacia chilena sobre a Venezuela.

Negativa. Lilian, que, segundo o chavismo, é alvo de mercenários que cobram até US$ 30 mil por crimes políticos, afirmou ontem que foi convocada para uma reunião com especialistas do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) para coordenar a forma de proteção policial, mas se negou a comparecer.

“Decidi não comparecer porque quem me acossa, me persegue e me intimida é o Sebin, a polícia do Estado”, escreveu ela no Twitter. “Agora o regime diz que querem me matar, assim como queriam matar Leopoldo. Ninguém mais acredita neles.”

Leopoldo López foi condenado a quase 14 anos de prisão após ter sido responsabilizado pelos incidentes de violência ocorridos no ano passado durante protestos opositores.

A rejeição à proteção por parte de Tintori aconteceu depois que o vice-presidente venezuelano, Jorge Arreaza, advertiu que ela poderia ser alvo desses mercenários da direita, da extrema direita.

“Ela e outros opositores aparecem em informações de inteligência como alvos. Para que? Para gerar confusão e dizer que foi o governo o autor de atentados”, disse Arreaza em reunião com embaixadores em Caracas.

“A vida é o primeiro direito fundamental e é obrigação do Estado garanti-lo a todos. Não é um favor”, respondeu Tintori, que insistiu que se algo lhe acontecer o responsável direto é Maduro. / EFE

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