Esteban Felix / AP
Esteban Felix / AP

Chile começa a vacinar professores e prevê aulas presenciais no mês que vem

Ao todo, mais de 500 mil funcionários de estabelecimentos de ensino, entre docentes, diretores e merendeiras, serão imunizados

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2021 | 22h30

SANTIAGO - O Chile começou nesta segunda-feira, 15, a vacinar seus professores contra o coronavírus com o objetivo de retomar as aulas presenciais em março, após quase duas semanas de um maciço programa de imunização que já atingiu mais de 2 milhões dos seus 19 milhões de habitantes.

“Com o início desse processo queremos dar segurança aos professores, pais e também às crianças para que possam voltar às aulas em março de forma voluntária e segura”, afirmou o ministro da Saúde, Enrique Paris.

Os professores deveriam ser vacinados no final do mês, mas o governo decidiu adiantar o processo para evitar o fechamento de escolas, como ocorreu em grande parte do ano passado.

Assim, está prevista a imunização de 513.621 funcionários de estabelecimentos de ensino, entre professores, pré-escolares, auxiliares de educação, diretores, administradores e merendeiras.

“Hoje se abre para nós uma luz de esperança que nos permite em algum momento reencontrar nossos filhos”, disse Gloria Alfaro, a primeira professora a ser vacinada e cuja mãe de 106 anos já foi imunizada.

O Ministério da Educação fixou o início do ano letivo de 2021 para 1.º de março, mas o sindicato da categoria expressou receios, argumentando que outras medidas sanitárias são necessárias além da vacina. “Não há possibilidade de voltar às aulas presenciais sem nenhum risco durante o mês de março”, disse o presidente do sindicato, Carlos Díaz. O Ministério da Saúde informou que, até segunda-feira, 15, 2.092.453 pessoas já receberam pelo menos uma das duas doses necessárias da vacina, em menos de duas semanas de campanha.

Na semana passada, maiores de 80 anos foram vacinados no Chile, assim como outras pessoas que realizam tarefas essenciais, como bombeiros, fiscais e agentes farmacêuticos.

Escolas, estádios, academias e centros de atenção primária estão sendo usados para realizar o processo de vacinação, que começou no Chile com profissionais de saúde em 24 de dezembro e para a população em 3 de fevereiro.

“Nosso país tem muita experiência em relação à vacinação, pois todos os anos vacinamos gripe com as mesmas características desse processo”, lembrou María Trinidad Fraga, uma enfermeira de 26 anos, chefe do posto de vacinação do Estádio Municipal de Las Comuna de Condes, no leste de Santiago.

A meta do governo é vacinar 5 milhões de pessoas em maior risco até 30 de março e outros 10 milhões até 30 de junho. / AFP

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