Chile convida estudantes ao diálogo

Governo, porém, alerta que país 'não será governado nas ruas' e que reforma só ocorrerá pelos meios oficiais

Agência Estado

12 de agosto de 2011 | 19h22

Estudantes fazem protestos pacífico nas ruas de Santiago

 

SANTIAGO - O governo do Chile anunciou nesta sexta-feira, 12, que manterá sua posição linha-dura contra as manifestações estudandis dos últimos meses e insistiu em que uma reforma do sistema educacional do país só poderá acontecer no âmbito dos canais oficiais.

 

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Andres Chadwick, porta-voz do governo, disse  que o Chile "não vai ser governado das ruas", em referência às manifestações demandando uma reforma educacional. Numa aparente concessão, entretanto, Chadwick disse aos líderes estudantis que os chilenos não querem violência e os convidou a participar das negociações entre situação e oposição no Congresso.

 

"Esperamos que os dirigentes universitários reflitam e vejam aqui uma instância na qual consigam fazer valer sua visão ou suas propostas para assim construirmos os caminhos que viabilizem uma solução (para o conflito). Mas nós não vislumbramos um Chile dividido, violento ou ingovernável", declarou o porta-voz.

 

A seguir, ele manifestou apoio a uma ideia apresentada ontem pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado do Chile, que propuseram a criação de uma mesa de diálogo para a busca de um acordo político com a participação de todos os setores envolvidos, inclusive os estudantes e os professores.

 

Estudantes e professores chilenos protestam há mais de dois meses para pressionar por mudanças no sistema educacional do país sul-americano. Sucessivas manifestações estudantis levaram às ruas dezenas de milhares de pessoas, algumas das quais acabaram em confronto entre policiais e participantes.

 

Na semana passada, Piñera chegou a apresentar uma proposta contendo 21 pontos para reformar o sistema educacional chileno. A proposta de Piñera, porém, além de não atender às exigências de estudantes e professores, excluía esses dois grupos do debate, limitando as discussões ao Legislativo e ao Executivo. As informações são da Associated Press.

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