Chile decide apagar "chama eterna" de Pinochet

A polêmica ?Chama da Liberdade?, um dos símbolos da ditadura de Augusto Pinochet, corre o risco de se apagar, vítima dos cortes de gastos governamentais. Aceso em 11 de setembro de 1975 pelo ditador, em comemoração ao golpe que derrubou o presidente eleito Salvador Allende, o fogo arde desde então em frente ao palácio do governo, ao lado do túmulo do herói da independência chilena Bernardo O?Higgins. Agora, o governo chileno decidiu parar de pagar a conta do gás que mantém a chama acesa.O senador e ex-militar Jorge Martínez Bush reagiu à decisão acusando o governo do presidente Ricardo Lagos de autoritário. ?Se lhe incomoda a chama que lembra como se evitou o governo de Allende e sua intenção de nos levar à órbita soviética, não há dúvida de que este governo é totalitário e não crê na liberdade?, disse.

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