Jacquelyn Martin/Reuters
Jacquelyn Martin/Reuters

Chile diz que EUA e Canadá impediram declaração final da Cúpula das Américas

Segundo o chanceler chileno, os dois países adotaram posições divergentes das do resto do continente

Ansa,

16 de abril de 2012 | 11h43

SANTIAGO DO CHILE - O ministro chileno das Relações Exteriores, Alfredo Moreno, afirmou nesta segunda-feira, 16, que a posição adotada pelos Estados Unidos e pelo Canadá na 6ª Cúpula das Américas impediu a formulação de uma declaração final do encontro. "Os acordos na cúpula são firmados por unanimidade", disse o chanceler, citando como exemplo o caso da Ilhas Malvinas e de Cuba.

 

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Segundo ele, "todos os países sul-americanos e do Caribe" demonstraram apoio à demanda argentina pela soberania das Ilhas Malvinas. "Mas a posição dos Estados Unidos e do Canadá era distinta e, por isso, não se pode chegar a uma declaração final sobre o tema", afirmou Moreno, em entrevista à rádio Cooperativa.

 

"O mesmo aconteceu com Cuba. Ambos os países tinham uma posição divergente da do resto do continente, entre eles o Chile", contou o diplomata. A 6ª Cúpula das Américas foi realizada neste fim de semana, em Cartagena das Índias, na Colômbia. O encontro contou com a presença da maioria dos presidentes da região, como Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina), Barack Obama (Estados Unidos), entre outros.

 

Entre os temas abordados durante o evento, destacam-se a demanda da Argentina pela soberania das Ilhas Malvinas e a inclusão de Cuba na Cúpula. Cuba é o único país da América que não participa da Cúpula, criada em 1994, devido à oposição dos Estados Unidos e do Canadá. Neste ano, porém, a maioria dos presidentes da região ameaçou não participar da próxima edição caso Havana continuasse vetada.

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