Chile e Argentina manifestam apoio a Correa

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, manifestou pleno apoio ao governo de seu colega equatoriano, Rafael Correa, e pediu uma reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para discutir os recentes acontecimentos no Equador. "Nós entramos em contato com os presidentes dos países que compõem a Unasul (...) para convocar uma reunião e mostrar que o apoio dos países democráticos à democracia equatoriana é total e irrestrito", declarou Piñera. O apoio também foi dado pela Argentina.

AE, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 17h17

Piñera disse ter conversado com Correa e manifestado o apoio do Chile "ao presidente, ao povo, à ordem constitucional e à democracia do Equador". A Unasul é formada por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

O governo da Argentina também manifestou apoio a Correa, em meio aos violentos protestos encabeçados por integrantes da polícia e das forças armadas equatorianas. "O governo da Argentina rejeita categoricamente a revolta das forças militares e policiais que colocam em risco as instituições democráticas do Equador", manifestou o Ministério das Relações Exteriores, por meio de nota.

"A América Latina não aceita mais ataques contra a democracia nem tentativas de brincar com a vontade manifestada pelo povo nas urnas", afirma a chancelaria argentina. A presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, desmarcou os compromissos que teria na tarde de hoje para colocar-se a par da situação no Equador. O governo equatoriano fala em golpe.

O marido dela, o ex-presidente argentino Nestor Kirchner, é o atual secretário-geral da Unasul. Cristina e Nestor Kirchner acompanham atentamente os acontecimentos no Equador, disseram fontes do país. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.