Elvis González/EFE
Elvis González/EFE

Chile enfrenta quinto dia seguido de protestos com novo toque de recolher noturno

Número de mortes aumentou para 15; partidos de esquerda que compõem a oposição ao governo se recusaram a comparecer a reunião convocada por Sebastián Piñera

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2019 | 17h49

SANTIAGO - O Chile passa nesta terça-feira, 22, pelo quinto dia seguido de protestos que culminaram no País após o aumento de quase 4% da tarifa de transporte público. Milhares de manifestantes, sobretudo jovens, se reuniram em pontos de encontro distintos na capital do país e em diversas regiões, para mobilizar manifestações pacíficas. Mesmo assim, em dado momento, a polícia tentou dispersar os protestos com bombas de gás lacrimogêneo e mangueiras em Santiago. 

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Ainda na manhã desta terça, o governo confirmou 15 mortes desde sexta-feira, dia em que as grandes mobilizações se iniciaram. Destes, quatro foram mortos pelos militares que atuam nas ruas devido ao decreto de estado de emergência, e em dois dos casos os militares se entregaram e foram detidos. Entre as vítimas, há dois colombianos, um equatoriano e um peruano. Até o momento, 2,6 mil pessoas foram detidas, muitas delas após desafiarem o toque de recolher na noite de segunda-feira. 

O Exército chileno confirmou a quarta noite seguida de toque de recolher na capital e região metropolitana, além de outras províncias. Em Valparaíso, o toque de recolher será próximo a 12 horas, se estendendo das 18h desta terça até as 5:30h de quarta-feira.  

As aulas permaneceram canceladas nesta terça em escolas e universidades, enquanto somente uma linha de metrô funciona em Santiago. Filas se formam nas estações ativas e em pontos de ônibus que substituem as rotas do metrô, enquanto muitos tentam manter a rotina, apesar das recomendações para não sair de casa. 

Em tom de mudança de discurso, o presidente Sebastián Piñera havia anunciado ainda na noite de segunda-feira a disposição para o diálogo, após ter afirmado que o Chile estaria “em guerra”, devido aos manifestantes violentos. 

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Nesta terça, ele convocou uma reunião com diversas lideranças políticas, entre elas de partidos da esquerda, para formar um “novo contrato social”, com o objetivo de conter os protestos. Porém, todos os partidos de oposição da esquerda se recusaram a se encontrar com Piñera,  alegando que o governo falhou em garantir direitos humanos aos manifestantes, além de fornecer detalhes sobre as circunstâncias das mortes dos manifestantes. / AFP, REUTERS, EFE e AP

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