Alberto Vald/EFE
Alberto Vald/EFE

Chile garante plebiscito, mesmo durante quarentena 

Sete meses após o primeiro caso de coronavírus, novas infecções se estabilizaram em cerca de 1,5 mil por dia

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2020 | 21h59

SANTIAGO - O governo do Chile anunciou nesta quinta-feira, 15, que não suspenderá a quarentena que está em vigor em algumas áreas do país – incluindo as cidades de Arica, Punta Arenas e Puerto Montt – durante o plebiscito constitucional do dia 25, mas permitirá que as pessoas votem sem restrições. Sete meses após o primeiro caso de coronavírus, as novas infecções diárias se estabilizaram em cerca de 1,5 mil por dia. O país acumula 486 mil casos e 13,4 mil mortes confirmadas.

A capital Santiago, onde vivem 7,1 dos 18 milhões chilenos, saiu completamente do isolamento há duas semanas, embora em algumas comunas, como Puente Alto – a mais populosa do país – a quarentena se aplique somente nos fins de semana.

“Nas comunas que estão em quarentena ou transição (a segunda das cinco etapas do plano oficial de relaxamento das medidas restritivas), as pessoas poderão votar com apenas a carteira de identidade. Mas, se quiserem realizar outro procedimento essencial, devem obter uma autorização”, explicou a subsecretária de prevenção ao crime, Katherine Martorell.

Cerca de 20 comunas no Chile, principalmente no sul do país, ainda estão em quarentena rigorosa. Entre as mais populosas estão as cidades de Punta Arenas e Puerto Montt, no sul, e Arica, no extremo norte. Os chilenos que vivem no estrangeiro, se quiserem votar no dia 25, deverão fazer o teste de covid e apresentar um resultado negativo 72 horas antes de entrar no país. O exame deve ser feito em um local credenciado pelo serviço de saúde.

O plebiscito que decidirá se os chilenos mudam ou não a Constituição – que sobrevive desde a ditadura de Augusto Pinochet – estava marcado para o dia 26 de abril, mas foi adiado em razão da pandemia. A medida foi convocada pelo governo do presidente, Sebastián Piñera, depois de violentos protestos de rua, entre outubro de 2019 e março deste ano, que deixaram 35 mortos, mais de 3,5 mil feridos e quase 10 mil presos. / AFP

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