Chile: governo recua no aumento do gás e protesto acaba

O ministro da Mineração do Chile, Laurece Golborne, anunciou hoje o fim oficial dos protestos contra o aumento nos preços do gás, que paralisaram o sul do país durante mais de uma semana e deixaram mais de mil turistas isolados na região em meio aos manifestantes. Golborne, nomeado no final de semana passado também para o cargo de ministro da Energia, foi hoje à região negociar com os manifestantes.

AE, Agência Estado

18 de janeiro de 2011 | 20h10

Ele chegou a ser cercado por mil manifestantes, que gritavam frases de protesto, mas após uma reunião algumas horas mais tarde com líderes do movimento, anunciou um acordo, no qual o governo concordou com quase todos os pedidos dos manifestantes.

A estatal Empresa Nacional de Petróleo (ENAP) concordou em reduzir o aumento no preço do gás de 16,8% para 3%, o mesmo porcentual da inflação local. O governo também prometeu subsidiar as contas de gás dos mais pobres dos 158 mil moradores da região de Magallanes, onde ocorreram os protestos mais intensos.

Os protestos custaram US$ 4 milhões à indústria do turismo na Patagônia chilena, que também é ponto de acesso à Patagônia argentina. Em Punta Arenas, motoristas de táxi e caminhão bloquearam a rodovia de aceso ao aeroporto, impedindo que 1.500 turistas deixassem a cidade. Aparentemente, a situação foi normalizada. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
gásaumentoprotestoChile

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.