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Chile isola viajantes em ‘residências’

As residências são gratuitas e bancadas pelo governo do Chile, país que já vacinou mais de 20% de sua população

Paulo Beraldo e Renato Vasconcelos , O Estado de S.Paulo

21 de março de 2021 | 05h00

Desde 11 de março, viajantes que desembarcam no aeroporto de Santiago, a única entrada do Chile, têm tratamento especial: quando chegam, são direcionados para um local onde farão um teste de diagnóstico para coronavírus. Depois, são levados para “residências sanitárias” – espaços alugados pelo governo onde os viajantes devem esperar pelo resultado do exame. O prazo varia de 24 a 72 horas. Se for negativo, podem seguir viagem. Se for positivo, precisam completar a quarentena de 14 dias.

As residências são gratuitas e bancadas pelo governo do Chile, país que já vacinou mais de 20% de sua população. Podem ser hotéis, casas ou apartamentos alugados por aplicativos, todos pré-selecionados pelas autoridades. 

Chilenos que não tenham condição de fazer a quarentena em suas casas também podem pedir para se hospedar nesses locais, com banheiros e quartos individuais, alimentação, cuidados básicos e monitoramento das condições de saúde. As visitas são proibidas e é preciso permanecer no quarto todo o período de isolamento.

O chileno Luís Ibañes passou pela quarentena ao voltar de Nova York e disse que teve uma experiência tranquila. No seu caso, um hotel prestava o serviço e ele ficou dez dias confinado. “É um hotel normal, com a diferença que não é permitido sair e a comida é entregue no quarto”, afirma. 

Para ele, a medida é uma boa forma de reduzir os contágios. “Talvez seja uma boa saída para outros lugares que haja alto nível de pessoas contagiadas.” O Chile tem 904 mil casos confirmados, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, com 21,8 mil mortos. 

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