Chile nega boicote à carne brasileira

Depois de armar uma confusão por meio da imprensa internacional, o governo chileno desmentiu nesta quinta-feira estar estudando a possibilidade de proibir a importação de carne brasileira. Na segunda-feira, o diretor nacional do Serviço Agrícola Ganadero (SAG), Lorenzo Caballero, informara o contrário, atribuindo o fato a eventuais indícios de contaminação com a toxina do mal da "vaca louca". Acrescentou, no entanto, que não se podia duvidar da qualidade da carne brasileira, comercializada em sua grande maioria em supermercados a preços inferiores aos da carne chilena. Finalmente, o governo emitiu nota, desmentindo essas informações. "O que o diretor da SAG disse é que o Chile estava estudando a situação internacional sobre o tema da "vaca louca", mas, em nenhum momento, citou o Brasil e muito menos estar estudando o fechamento de suas fronteiras para a carne procedente desse país", explicou à Agência Estado, por telefone, de Santiago, o chefe de programação do Departamento de Proteção Pecuária, Hector Galleguillos. Segundo Galleguillos, o Ministério de Agricultura chileno solicitou à Secretaria de Defesa Agropecuária do Brasil informações sobre as medidas que estão sendo tomadas a respeito desse tema.Desde 1990, o Chile proibiu o ingresso de animais vivos, produtos e subprodutos de carne bovina com risco de conter a toxina do mal da "vaca louca".Ao mesmo tempo, o governo iniciou uma campanha para que os chilenos consumam carne produzida no país. Nos últimos dois anos, o Brasil se transformou num dos maiores provedores de carne bovina para o mercado chileno, superado apenas pela Argentina.

Agencia Estado,

08 de fevereiro de 2001 | 17h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.