Chile oferece diálogo se Bolívia aceitar decisão de tribunal

Piñera faz oferta após Corte Internacional de Justiça determinar que Santiago não é obrigado a negociar saída ao mar

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2018 | 20h43

SANTIAGO - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta quarta-feira que o diálogo com a Bolívia será possível depois que seu colega boliviano, Evo Morales, “entender e respeitar” a decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) que determinou que seu país não tem a obrigação de negociar uma saída soberana ao mar com o governo de La Paz.


Piñera fez o anúncio após a reunião que manteve no Palácio La Moneda com os ex-presidente Ricardo Lagos e Eduardo Frei, além do chanceler Roberto Ampuero, para avaliar a sentença à demanda da Bolívia e suas repercussões.

Segundo o jornal chileno La Tercera, Piñera começou uma entrevista coletiva destacando que “a vida é muito mais que a Bolívia” para depois se referir ao encontro e às reações sobre o veredicto do organismo internacional sobre a antiga disputa.

Na terça-feira, o presidente Evo questionou a decisão, qualificando-a de “contraditória e parcial”. Ele anunciou que apresentará uma queixa ante a mesma Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas. A demanda do governo boliviano datava de abril de 2013, mas suas bases remontam ao Tratado de 1904, que selou a perda de 120.000 km² de território, entre eles os 400 quilômetros de costa, pela Bolívia, na Guerra do Pacífico (1879-1883) contra o Chile. / EFE

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