AP, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2010 | 00h00

Além da Espanha, o Chile se prontificou a receber parte dos 52 presos políticos que o governo cubano pretende soltar, gradualmente, nos próximos quatro meses. Segundo a chancelaria de Santiago, o abrigo será estendido também aos parentes dos dissidentes cubanos "quando eles quiserem".

"Foi comunicada aos parentes dos presos que serão libertados a opção de se refugiar no Chile, caso eles queiram vir", disse ao jornal El Mercurio o senador Patricio Walker, do Partido Democrata-Cristão, de oposição ao presidente Sebastián Piñera. Walker é autor de vários projetos de lei no Chile em defesa dos dissidentes cubanos e contra o embargo americano. Até o momento, 2 dos 52 opositores afirmaram que desejam partir para o Chile, disse o senador.

Apesar das divergências políticas, Walker, Piñera e o chanceler chileno, Alfredo Moreno, estariam trabalhando desde março com Havana para facilitar um acordo humanitário.

Como parte das negociações, Moreno encontrou-se no dia 3 com seu colega cubano, Bruno Rodríguez, em Caracas. O chileno teria abordado na ocasião a situação do opositor Guillermo Fariñas, que manteve uma greve de fome de 134 dias até o anúncio da libertação dos 52 dissidentes, na quarta-feira.

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