Chile pede aos EUA acusado de matar Jara

A Justiça do Chile pediu ontem ao governo dos EUA a extradição de um oficial reformado do Exército chileno acusado de participar do assassinato do artista e militante político Víctor Jara, morto em setembro de 1973, cinco dias depois do golpe militar que instituiu a ditadura do general Augusto Pinochet. Pedro Pablo Barrientos é suspeito de ser o "autor material" do crime.

SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2013 | 02h01

Ativista do Partido Comunista, Jara foi morto com 44 tiros após ser preso e torturado no Estádio Chile, que atualmente leva seu nome. O corpo foi encontrado em um terreno baldio.

Tenente na época do golpe, Barrientos é acusado de matar o artista juntamente com Hugo Sánchez Marmoti. Outros seis militares reformados são acusados de ter participado do crime, a maioria deles está detida, à espera do julgamento. A prisão de todos os envolvidos foi pedida em 28 de dezembro. Segundo a Justiça chilena, a última residência conhecida do suspeito foi em Daytona, na Flórida.

O artista foi um dos cerca de 3 mil mortos pela ditadura chilena (1973-1990). Seu assassinato foi qualificado crime contra a humanidade, que não prevê prescrição no Chile. / AFP

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