Chile reconhece mais 9.800 vítimas da ditadura de Augusto Pinochet

Total de pessoas assassinadas, torturadas ou aprisionadas por motivos políticos supera os 40 mil

Agência Estado

18 de agosto de 2011 | 18h21

SANTIAGO - O governo do Chile reconheceu formalmente nesta quinta-feira, 18, mais 9.800 vítimas da ditadura militar que vigorou no país entre 1973 e 1990. Com isso, o número de pessoas assassinadas, torturadas ou aprisionadas por motivos políticos durante o regime ditatorial aumentou para mais de 40 mil.

 

Um esforço similar realizado em 2004 determinou que 27.153 sobreviventes estavam aptos a receber compensação mensal do governo pelos abusos cometidos contra eles por agentes da ditadura liderada pelo general Augusto Pinochet.

 

Contando as 3.065 pessoas que foram assassinadas ou que desapareceram durante o regime de exceção, a lista oficial acatada pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, totaliza 40.018 vítimas da ditadura.

 

Os sobreviventes reconhecidos pelo governo receberão uma pensão mensal equivalente a pouco mais de R$ 400. Com a nova lista, o governo passará a dedicar o equivalente a cerca de R$ 200 milhões por ano para compensar as vítimas do regime.

 

A Comissão Nacional sobre Tortura e Aprisionamento Político foi criada em fevereiro de 2010, em um dos últimos atos de Michelle Bachelet como presidente chilena. O organismo checou as informações fornecidas por milhares de pessoas para formular a nova lista de vítimas. As informações são da Associated Press.

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