Chile revisará segurança em todas as minas do país, diz presidente

Sebastián Piñera visitou os 33 mineiros no hospital e prometeu partida de futebol com o grupo

BBC

14 de outubro de 2010 | 13h33

COPIAPÓ - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse nesta quinta-feira, 14, que o governo vai revisar os padrões de segurança de todas as minas do país, em decorrência do acidente que deixou 33 mineiros soterrados por 69 dias.

 

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Piñera afirmou que a legislação trabalhista será alterada e aperfeiçoada e que serão adotados "padrões internacionais". A mineração é uma das principais atividades econômicas no Chile, maior produtor mundial de cobre.

O presidente chileno disse que nunca mais os trabalhadores devem ser submetidos a condições como as da mina de San José, na qual houve em agosto um desmoronamento com os 33 mineiros no subsolo.

Ele agregou que a empresa responsável pelo local, a mineradora San Esteban, deve ser responsabilizada e arcar com parte dos custos com o salvamento - que Piñera estimou em US$ 10 milhões e US$ 20 milhões.

"Dissemos no primeiro dia que não aceitaremos impunidade. As cortes estão trabalhando, o Judiciário está trabalhando, o governo está trabalhando em questões de procedimentos administrativos."

Festa

Piñera, cuja popularidade está em ascensão no Chile, foi ao hospital nesta quinta-feira visitar os mineiros resgatados. O presidente prometeu uma festa para o grupo em 25 de outubro, na capital chilena, Santiago.

"Eles sabem que nós (o país) não os abandonaríamos, quando estavam 700 metros no subsolo. É claro que o governo vai cuidar deles, de suas situações pessoais, de sua saúde, sua reintegração à vida, com suas famílias e sua reinserção profissional", afirmou o mandatário.

A festa, disse Piñera, vai incluir uma partida de futebol entre um time composto pelos mineiros - e comandado pelo mineiro Franklin Lobos, ex-jogador profissional - contra uma equipe do La Moneda, o palácio presidencial. "Mas não será só uma partida. O time vencedor vai continuar no La Moneda, e o time perdedor volta à mina, esse é o combinado", brincou Piñera.

O presidente voltou a chamar o resgate de "milagre" e exaltou a "união" nacional trazida pelo episódio. "Os mineiros que ontem (quarta-feira) voltaram (à superfície) não são as mesmas pessoas que ficaram soterradas em 5 de agosto. Eles estão experimentando uma nova vida, um renascimento. Mas também aconteceu um milagre na superfície, porque nós, chilenos, não somos mais os mesmos de antes. Hoje somos um país unido, muito mais forte, mais respeitado e amado em todo o mundo."

 

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