Chile: saques se espalham por Concepción

Saques generalizados tomaram conta da segunda maior cidade do Chile um dia após o devastador terremoto de 8,8 graus que atingiu o país.

ANDRÉ LACHINI, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2010 | 14h27

Imagens da televisão mostraram pessoas correndo de supermercados em Concepción, segunda maior cidade do Chile e centro industrial, carregando objetos como leite em pó e fraldas descartáveis. Em outros lugares, homens jovens carregavam pacotes de cigarros. As pessoas também enchiam picapes com roupas e em alguns casos pequenos itens de mobília de lojas de departamentos.

Um vídeo mostrou a polícia disparando gás lacrimogêneo dentro de um supermercado, dispensando saqueadores que fugiam com alimentos e outros itens de necessidade básica.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, se encontrou mais cedo com funcionários no Onemi, o escritório de emergências nacionais, que foi criado para coordenar os trabalhos de resgate e auxílio para atender as pessoas num país acostumado a ser atingido por terremotos. Bachelet deixou o escritório sem fazer nenhum comentário.

Concepción, uma cidade com quase 1 milhão de habitantes, fica a 70 quilômetros do epicentro. A cidade sofreu considerável destruição. Terremotos secundários após o sismo de sábado continuaram a atingir o Chile. Espera-se que as autoridades chilenas façam novo pronunciamento sobre o desastre mais tarde neste domingo.

As pessoas que tentam comprar alimentos e outros produtos em regiões não devastadas pelo terremoto podem ter problemas se não estiverem com dinheiro, porque os caixas automáticos ainda estão fora do ar. Serviços de telecomunicações e internet permanecem irregulares.

Na capital Santiago, as pessoas formam filas para comprar comida em supermercados. Os jornais foram impressos normalmente neste domingo, com grandes anúncios informando os leitores sobre quais supermercados seriam abertos. As informações são da Dow Jones.

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