David Mercado/Reuters
David Mercado/Reuters

Chile se torna uma das principais portas de saída de cocaína para a Europa

Ao lado de Brasil e Colômbia, país é usado no transporte de drogas para as cidades espanholas de Valência e Algeciras

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 05h00

SANTIAGO - A ONU afirmou nesta quinta-feira, 27, que o Chile, ao lado de Brasil e Colômbia, tornou-se uma das principais portas de saída da cocaína que é apreendida nas cidades espanholas de Valência e Algeciras, importantes portas de entradas da droga na Europa.

“O tráfico de drogas, particularmente o cloridrato de cocaína, por via marítima dos portos do Chile para a Europa, continuou aumentando nos últimos anos”, apontou o relatório anual do Órgão Internacional de Controle de Entorpecentes da ONU (INCB, na sigla em inglês) sobre a situação do tráfico de drogas em todo o mundo.

“A droga continua sendo transportada da Colômbia, principalmente por via marítima, com lanchas, embarcações submersíveis e semissubmersíveis, veículos subaquáticos não tripulados e boias equipadas com dispositivos de rastreamento por satélite”, explicou o órgão internacional. 

O relatório também indica que a Colômbia deixa a pasta base de cocaína para ser processada fora do país, “fato que corrobora as apreensões dessa substância” em águas internacionais e em outros países da América do Sul, como Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.

Os principais mercados de entorpecentes para criminosos da América do Sul continuam sendo EUA e Europa. Além das rotas marítimas de Chile, Brasil e Colômbia, nos últimos anos, organizações criminosas transportaram também grandes quantidades de drogas por meio da Venezuela.

Ontem, mais de três toneladas de cocaína da América do Sul, que chegariam ao Porto de Marselha, no sul da França, foram apreendidas na Itália em uma operação policial internacional. 

A droga, que tem um valor estimado de mercado de 230 milhões de euros (cerca de R$ 1,1 bilhão), estava embalada em 90 sacolas esportivas escondidas no meio de uma carga de de bananas. / REUTERS, EFE e AFP

 

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