REUTERS/Rodrigo Garrido
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Chile suspeita de casos ainda não revelados

Ninguém da OAS envolveu Bachelet e sua campanha no caso, mas se suspeita de que haja relações que ainda não foram reveladas pelas delações no Brasil

Patricio Navia, cientista político da Universidade de Nova York*, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2017 | 05h00

"No Chile, não há muita discussão sobre as denúncias da Lava Jato, que aqui envolvem a (construtora brasileira) OAS.  Apesar de a empresa ter um contrato importante para construir uma ponte no sul do país, que liga o continente a uma ilha, ele foi assinado pelo governo anterior, de Sebastián Piñera, e não no atual, de Michelle Bachelet. 

Então, formalmente, ninguém da OAS envolveu Bachelet e sua campanha no caso, mas se suspeita de que haja relações que ainda não foram reveladas pelas delações no Brasil. De qualquer forma, as investigações causaram um terremoto na política de toda a região e mostraram que são necessários melhores mecanismos de controle e mais transparência nos contratos públicos e no financiamento das campanhas."

*Ao repórter Murillo Ferrari

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