Chile usará canais diplomáticos em caso de grampo americano

O Chile abordará, através dos canais diplomáticos, o caso da suposta espionagem, pelos EUA, de seus representantes nas Nações Unidas, disse nesta quinta-feira o presidente Ricardo Lagos. No entanto, o mandatário chileno se negou, em seis oportunidades, a indicar o que o Chile pretende fazer para enfrentar o problema. "O governo tem que fazer o que lhe compete fazer através dos canais diplomáticos, e é isso que está fazendo", declarou Lagos. O Chile se inteirou do suposto ato de espionagem através de uma informação publicada no fim de semana pelo jornal britânico The Observer, e pediu informações a sua embaixada em Londres. O subsecretário de Relações Exteriores, Cristián Barrios, declarou na quarta-feira que o informe enviado pelo embaixador chileno em Londres, Mariano Fernández, "nos leva a crer que o memorando filtrado pelo jornal britânico poderia ter veracidade". O diário indicou que um alto funcionário da Agência de Segurança Nacional americana mandou "grampear" os telefones e interceptar os e-mails dos embaixadores de Angola, Bulgária, Camarões, Chile, Guiné e Paquistão na ONU. The Observer antecipou que dará mais detalhes sobre a espionagem americana em sua edição deste fim de semana. A intenção dos EUA, no caso, seria a de tomar conhecimento antecipado de como o Chile votará no Conselho de Segurança da ONU a respeito de um ataque armado ao Iraque, disse o jornal. O Chile não deu indicações sobre como votará no Conselho, mas reiterou esperar que o Iraque se desarme o quanto antes, e pacificamente, e disse que o governo de Saddam Hussein deve cumprir as resoluções da ONU.

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