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Esteban Felix/AP
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Chile vacina 50% de sua população-alvo com pelo menos uma dose contra a covid-19

Embora seja um dos países com a melhor taxa de vacinação do mundo, o Chile está totalmente imerso em uma segunda onda de infecções

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2021 | 21h07

SANTIAGO - As autoridades sanitárias do Chile anunciaram nesta quinta-feira, 15, que 50% de sua população-alvo recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19. Somaram-se 7,6 milhões de pessoas vacinadas com imunizantes do laboratório chinês Sinovac e da Pfizer/BioNTech, únicos administrados no Chile. 

A população-alvo corresponde a 15,2 milhões de pessoas (80% dos 19 milhões de habitantes do país). Do total vacinado, 5,1 milhões já receberam as duas doses, o que equivale a 32,7%. 

Em março, Chile tornou-se o país que mais rápido vacinou contra a covid-19 no mundo e agora é o terceiro que administra mais novas doses diárias, atrás de Israel e Emirados Árabes Unidos, de acordo com dados da Universidade de Oxford.

Embora o país esteja realizando um dos processos de imunização mais bem-sucedidos do mundo, com o qual conseguiu reduzir o número de internações de idosos, o governo ainda não foi capaz de conter a propagação do vírus e o país está totalmente imerso na segunda onda de infecções. 

Nesta quinta-feira, as novas infecções chegaram a 7.357 e foi registrado um recorde de óbitos em 24 horas: 218. É o maior número desde o primeiro caso de coronavírus registrado no país em março de 2020. 

“O número de óbitos é maior porque o serviço de Registro Civil durante o sábado e o domingo sofre um atraso na entrega dos dados. Obviamente temos um aumento no número de óbitos, mas a média fica em torno de 100 ou 110 óbitos por dia”, explicou o ministro da Saúde, Enrique Paris, em entrevista coletiva. 

O Chile acumula mais de 1,1 milhão de infectados e quase 25 mil mortes, enquanto 90% da população está em quarentena e só pode sair para realizar atividades essenciais. Todos os estabelecimentos comerciais permanecem fechados, exceto aqueles considerados de primeira necessidade. Desde o início de abril, as fronteiras estão fechadas e um toque de recolher noturno vigora há um ano. 

A nova onda da pandemia levou à ocupação de 95% dos leitos de terapia intensiva do sistema hospitalar, onde, ao contrário da primeira onda, há mais pacientes com menos de 39 anos do que com mais de 70. 

Especialistas indicam que o levantamento antecipado de restrições (como abertura de academias, cassinos e escolas), a autorização de viagens e a falsa sensação de segurança da população com a vacinação têm contribuído para o aumento das infecções, além das novas variantes do vírus./AFP e EFE 

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