Chile vai se abster na votação por vaga da América Latina no Conselho da ONU

O Chile vai se abster na votação desta segunda-feira do representantes não-permanentes da América Latina no Conselho de Segurança das Nações Unidas, informou na noite de domingo o porta-voz do governo chileno, Ricardo Lagos Weber. A disputa envolve a Venezuela e a Guatemala, que concorrem para substituir a Argentina numa das cadeiras reservadas à América Latina. A decisão da presidente Michelle Bachelet foi informada à imprensa por Lagos Weber após uma reunião do comitê político. "De acordo com a informação que dispomos, nenhuma das atuais candidaturas reúne a maioria suficiente. Como não aconteceu este acordo, o governo (do Chile) tomou a decisão de abster-se", declarou o porta-voz. Lagos Weber acrescentou que a decisão foi tomada "considerando os interesses superiores do país", e que o governo tem as melhores relações com a Guatemala e a Venezuela. "Pretendemos seguir aprofundando estas boas relações." O porta-voz também lembrou que o país mostrou desde o início do processo seu desejo de que a América Latina fosse capaz de "proporum candidato único da região, assim como ocorreu em oito das onze eleições anteriores deste tipo". A informação foi divulgada horas antes da votação que será realizada nesta segunda-feira na sede do organismo, em Nova York. A votação será um teste para a influência internacional do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que aproveita a receita do petróleo para oferecer programas de ajuda a vários países a fim de conquistar votos e fazer frente à Guatemala, cuja candidatura é apoiada pelos EUA.Dez das 15 cadeiras do Conselho de Segurança são ocupadas pelos grupos regionais por períodos de dois anos. A cada ano, metade é renovada. As outras cinco cadeiras pertencem aos membros permanentes, com poder de veto: Grã-Bretanha, China, França, Rússia e EUA.

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